26.9.08

Digital rehab

É impressionante como, atualmente, a humanidade depende dos meios digitais. O que seria do mundo de hoje se não houvesse internet, mp3, e-mails, messengers e computadores? Com certeza, seria no mínimo um lugar muito mais arcaico.
Adoro a tecnologia, acho que torna as coisas muito mais fáceis. A chatice é que a tecnologia é muito suscetível a parar de funcionar de uma hora para a outra, e sem nos dar o menor feedback. Os temidos bugs, paus (ô lôco), bizius, tilts e demais problemas vêm sem aviso. E o pior é que geralmente a lei de Murphy costuma imperar nesses momentos, o que torna operações simples como imprimir um documento ou enviar um e-mail tarefas extremamente desesperadoras e trabalhosas, dignas de figurar nos versos da Odisséia de Homero.

Comigo, infelizmente, esses problemas tecnológicos costumam ocorrer numa frequência (agora não existe mais trema, que maravilha!) bem maior do que eu gostaria. Ano passado, quando escrevia meu trabalho de conclusão de curso, meu computador queimou nada menos que três vezes num espaço de duas semanas. Além disso, o arquivo que continha a minha monografia ficou corrompido, e a recuperação exigiu dois dias. Olhando pelo lado positivo, pelo menos não tive de reescrever o trabalho a partir do zero.

Passados esses problemas, achei que estaria livre, pelo menos por um tempo razoável, de ter novas dores de cabeça com minha vida digital. Tenho uma grande quantidade de mp3, letras de música, fotos, documentos, trabalhos e outras coisas salvos no meu hard disk. Além disso, passo boas e proveitosas horas do meu dia na frente do computador (como todo blogueiro que se preze) fazendo as mais diversas coisas: trabalhando, estudando, lendo, escrevendo, ouvindo música, publicando coisas aqui, conversando... Como sou muito preguiçoso, não tenho backup das coisas importantes. Ok, eu tenho lá minha parcela de culpa.

Indo logo ao assunto: semana passada meu processador resolveu que não ia funcionar mais. O resultado foi mais de uma semana sem computador e a necessidade de trocar processador, placa-mãe e memória ram, o que desaguou num "prejú" aproximado de 800 mangos. Até aí tudo bem, apesar da dor de cabeça e do passivo acrescido às minhas contas em um momento bastante inoportuno. Só que a coisa piora. O meu curriculum vitæ, o famigerado CV, foi pro conserto junto com o resto do PC. Eis que, justamente enquanto estou provisoriamente no meu notebook que não contém nada de importante, preciso do meu CV para tentar um emprego decente. Emprego eu já até consegui, o que foi uma grande vitória. Mas logo agora, quando tenho a chance de arranjar um decente, não posso enviar meu histórico acadêmico-profissional para apreciação dos empregadores. Dammit!

O que concluir disso tudo? Em primeiro lugar, faça backup. Em segundo lugar, tenha suas coisas importantes como CV, letras de música e trabalhos impressos, e que se danem as árvores. E, mais importante que tudo isso, tornem suas vidas o mais independente possível do mundo digital. Reabilitem-se do vício digital!

Bom, vou ficando por aqui. Tenho que providenciar um CV novo.

Au revoir!

Um comentário:

Anônimo disse...

Aham.. Faço das suas palavras as minhas, com exceção do "que se danem as árvores". A gente pode protegê-las - e proteger nossas casas dos quilos de papel que se acumulam ao longo dos anos - salvando o que for extremamente importante em outros lugares que não o computador: hd externo, cd's, e-mail's, só pra citar os que eu leigamente conheço..

Que tal a minha idéia? hehe E que consigamos ter os recursos digitais como meros acessórios que são.

Bjos.