No meu último post, escrevi sobre os problemas causados pela dependência digital. Dessa vez, escreverei sobre um problema ainda mais chato: a falta de energia elétrica.
Não sei como é o sistema elétrico de outras cidades brasileiras, mas com certeza o daqui de BH City é uma grande merda. Excetuando-se o Centro e a região da Savassi, onde a fiação é subterrânea, no resto da cidade os fios vão pelo alto, de poste em poste. Até aí, nada demais. Mas soma-se a isso o fato de que BH é uma das cidades mais arborizadas do mundo, e os valiosos fios que dão vida à geladeira nossa de cada dia teimam em passar pelo meio das copas e galhos das nossas tão comemoradas árvores.
Não bastasse o desconforto estético, outro problema muito mais grave é causado por esse tipo de fiação: as faltas regulares de energia elétrica. É claro! Se os fios passam por entre as árvores, qualquer chuvinha ou ventania mais encorpada faz com que os fios batam contra a vegetação, e, bem mais frequentemente que gostaria, estou eu de volta à Idade Média, subindo sete andares de escada. O mais ridículo é acender velas sem a menor intenção de ser romântico.
O pior de tudo é pensar que isso acontece numa área nobre da terceira maior metrópole do Brasil, e em pleno século XXI. Mas também, num país onde em plena era digital ainda é necessário instituir um programa governamental chamado Luz para todos, até que a falta de energia faz algum sentido.
O que eu não consigo entender é a cultura brasileira de sempre optar pelo barato que sai caro. Foi assim com o nosso sistema viário - optamos pelas rodovias, que são de implantação mais barata, porém de manutenção muito mais cara e eficiência muito menor que as ferrovias - e novamente fizemos a escolha burra pela fiação aérea que, além de enriquecer alguns poucos fabricantes de postes, tem uma manutenção muito vultosa e nos deixa muito mais na mão do que a fiação subterrânea.
Me deparei com a falta de energia na última sexta-feira. Cheguei em casa, e, ao tentar abrir o portão da garagem com o controle (santa tecnologia!), nada aconteceu. Pronto, estávamos sem luz. Lá fui eu, debaixo de chuva, abrir o portão manualmente. Cansado de empurrar o pesado portão, com as mãos completamente sujas de óleo e totalmente ensopado, tive a árdua tarefa de subir os catorze lances de escada que ligam o térreo à minha casa, carregando as sacolas das compras de todo dia que havia feito.
Chegando ao lar, resolvi ligar para a CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) para saber se a luz demoraria a voltar. A atendente ainda teve a audácia de me perguntar meu número identificador. 'Pera lá: estou molhado, cansado, puto, minha casa está totalmente escura e ela ainda queria que eu tivesse em mãos minha última conta de luz com o número identificador? Brincadeira, e de mau gosto. Depois de confirmar todos os meus dados, processo que levou uns bons dez minutos, obtive a "precisa" informação de que a energia seria religada entre 0 e 11 horas após a minha solicitação. Completamente impotente, fui degustar um cigarro na escuridão da poltrona da sala me lembrando que, há dois anos, fiquei exatas vinte e quatro horas sem luz. Um dia completo. Perdi boa parte dos perecíveis da geladeira, tomei banho frio, fiquei sem computador, TV, microondas... nem ler era possível, já que a minha provisão de velas não estava preparada para tanto tempo de uso.
Vinte minutos e dois cigarros após a construtiva conversa com a atendente, a luz voltou. Que beleza.
29.9.08
26.9.08
Digital rehab
É impressionante como, atualmente, a humanidade depende dos meios digitais. O que seria do mundo de hoje se não houvesse internet, mp3, e-mails, messengers e computadores? Com certeza, seria no mínimo um lugar muito mais arcaico.Adoro a tecnologia, acho que torna as coisas muito mais fáceis. A chatice é que a tecnologia é muito suscetível a parar de funcionar de uma hora para a outra, e sem nos dar o menor feedback. Os temidos bugs, paus (ô lôco), bizius, tilts e demais problemas vêm sem aviso. E o pior é que geralmente a lei de Murphy costuma imperar nesses momentos, o que torna operações simples como imprimir um documento ou enviar um e-mail tarefas extremamente desesperadoras e trabalhosas, dignas de figurar nos versos da Odisséia de Homero.
Comigo, infelizmente, esses problemas tecnológicos costumam ocorrer numa frequência (agora não existe mais trema, que maravilha!) bem maior do que eu gostaria. Ano passado, quando escrevia meu trabalho de conclusão de curso, meu computador queimou nada menos que três vezes num espaço de duas semanas. Além disso, o arquivo que continha a minha monografia ficou corrompido, e a recuperação exigiu dois dias. Olhando pelo lado positivo, pelo menos não tive de reescrever o trabalho a partir do zero.
Passados esses problemas, achei que estaria livre, pelo menos por um tempo razoável, de ter novas dores de cabeça com minha vida digital. Tenho uma grande quantidade de mp3, letras de música, fotos, documentos, trabalhos e outras coisas salvos no meu hard disk. Além disso, passo boas e proveitosas horas do meu dia na frente do computador (como todo blogueiro que se preze) fazendo as mais diversas coisas: trabalhando, estudando, lendo, escrevendo, ouvindo música, publicando coisas aqui, conversando... Como sou muito preguiçoso, não tenho backup das coisas importantes. Ok, eu tenho lá minha parcela de culpa.
Indo logo ao assunto: semana passada meu processador resolveu que não ia funcionar mais. O resultado foi mais de uma semana sem computador e a necessidade de trocar processador, placa-mãe e memória ram, o que desaguou num "prejú" aproximado de 800 mangos. Até aí tudo bem, apesar da dor de cabeça e do passivo acrescido às minhas contas em um momento bastante inoportuno. Só que a coisa piora. O meu curriculum vitæ, o famigerado CV, foi pro conserto junto com o resto do PC. Eis que, justamente enquanto estou provisoriamente no meu notebook que não contém nada de importante, preciso do meu CV para tentar um emprego decente. Emprego eu já até consegui, o que foi uma grande vitória. Mas logo agora, quando tenho a chance de arranjar um decente, não posso enviar meu histórico acadêmico-profissional para apreciação dos empregadores. Dammit!
O que concluir disso tudo? Em primeiro lugar, faça backup. Em segundo lugar, tenha suas coisas importantes como CV, letras de música e trabalhos impressos, e que se danem as árvores. E, mais importante que tudo isso, tornem suas vidas o mais independente possível do mundo digital. Reabilitem-se do vício digital!
Bom, vou ficando por aqui. Tenho que providenciar um CV novo.
Au revoir!
24.9.08
Gabito

Tirando o Al Gore, ninguém ganha o Prêmio Nobel à toa. Gabriel García Márquez, escritor colombiano, é um dos que ganhou mais do que merecidamente esse prêmio, - lembrando que Gore ganhou o da Paz, e Gabito o de Literatura - em 1982. Para quem gosta de bons livros (Harry Potter e similares não se enquadram nessa categoria), a obra de Gabito é obrigatória.
Acabei de terminar sua autobiografia, Viver para contar (Vivir para contarla, no original), e achei sensacional. Garcia Márquez conta sua vida desde a infância em Aracataca, um pequeno povoado na costa caribenha da Colômbia, até sua partida para a Europa, como correspondente internacional do El Heraldo, um jornal de Barranquilla.
Viajando por sua memória, pude ver toda a dificuldade de viver numa Colômbia completamente instável politicamente em meados do século XX. Estudos de literatura, uma carreira jornalística acidental e dificuldades financeiras ditam o tom na vida do escritor. Esses fatores, além de sua família, são as principais fontes de onde o professor Gabo tirou os personagens marcantes de suas principais obras.
Falando nelas, devo dizer que Cem anos de solidão e O amor nos tempos do cólera são obras geniais, que todo mundo deveria ler. Quem quiser aprender sobre Realismo Fantástico, não precisa ver mais nada na vida. Bom, talvez A metamorfose, de Franz Kafka, que aliás foi uma das maiores influências literárias de Gabito.
Para os jornalistas, recomendo Relato de um náufrago, série de reportagens para o El Espectador escrita por Gabriel García Márquez nos anos 1950. Nessa obra, é contada de forma magistral a vida de Luís Alejandro Velasco, um tripulante que se salvou de um naufrágio de um navio de guerra colombiano. Sem dúvidas, uma aula de jornalismo.
Gabito tem 81 anos e vive hoje em Cuba, onde luta contra um câncer linfático. Desejo pronta
recuperação ao gênio, e agradeço por cada linha escrita por ele.
"A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la." - Epígrafe de Viver para Contar.
Acabei de terminar sua autobiografia, Viver para contar (Vivir para contarla, no original), e achei sensacional. Garcia Márquez conta sua vida desde a infância em Aracataca, um pequeno povoado na costa caribenha da Colômbia, até sua partida para a Europa, como correspondente internacional do El Heraldo, um jornal de Barranquilla.
Viajando por sua memória, pude ver toda a dificuldade de viver numa Colômbia completamente instável politicamente em meados do século XX. Estudos de literatura, uma carreira jornalística acidental e dificuldades financeiras ditam o tom na vida do escritor. Esses fatores, além de sua família, são as principais fontes de onde o professor Gabo tirou os personagens marcantes de suas principais obras.
Falando nelas, devo dizer que Cem anos de solidão e O amor nos tempos do cólera são obras geniais, que todo mundo deveria ler. Quem quiser aprender sobre Realismo Fantástico, não precisa ver mais nada na vida. Bom, talvez A metamorfose, de Franz Kafka, que aliás foi uma das maiores influências literárias de Gabito.
Para os jornalistas, recomendo Relato de um náufrago, série de reportagens para o El Espectador escrita por Gabriel García Márquez nos anos 1950. Nessa obra, é contada de forma magistral a vida de Luís Alejandro Velasco, um tripulante que se salvou de um naufrágio de um navio de guerra colombiano. Sem dúvidas, uma aula de jornalismo.
Gabito tem 81 anos e vive hoje em Cuba, onde luta contra um câncer linfático. Desejo pronta
recuperação ao gênio, e agradeço por cada linha escrita por ele.
"A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la." - Epígrafe de Viver para Contar.
23.9.08
Only by the night
De uns tempos pra cá, uma das bandas que mais chamou minha atenção no cenário do rock n' roll internacional é o Kings of Leon. Ativos desde 2000, a banda do Tennessee, EUA, lançou seu primeiro álbum, Youth and Young Manhood em 2003, obtendo bastante sucesso no Reino Unido. Curiosamente, a repercussão da banda em seu país natal não foi tão grande, talvez devido à epidemia hip hop que tem estragado a música local.Depois de Youth and Young Manhood, mais dois álbuns se seguiram: Aha Shake Heartbreak (2004) e Because of the times (2007). Ouvindo os dois trabalhos mais recentes, percebe-se uma clara evolução da banda, com as influências country ficando cada vez mais refinadas e menos barulhentas.
Hoje, dia 23/09/2008, o KoL lança seu quarto álbum, Only by the night. A preparação do lançamento foi bastante trabalhada, com a liberação da faixa Crawl para download e o clipe antecipado do primeiro single do CD, Sex on fire. Ainda, desde o primeiro dia de setembro, a banda postou no Youtube vídeos caseiros mostrando o cotidiano da banda, imagens da gravação do álbum, e de familiares. Para quem não conhece, os integrantes da banda são da mesma família: Caleb Followill (vocais e guitarra base), Jared Followill (baixo) e Nathan Followill(bateria e backing vocals) são irmãos, ao passo que Matthew Followill (guitarra solo e backing vocals) é primo dos três. O nome da banda, aliás, é uma homenagem ao avô paterno dos integrantes, o "sêo" Leon.
Contudo, felizmente para uns, infelizmente para outros, o álbum já havia vazado na internet há uns 20 dias. Eu, curioso e entusiasta do livre download de músicas que sou, já o ouvi milhões de vezes. O novo trabalho, com certeza, é o mais calmo e sentimental de todos os já lançados pela banda, com baladinhas bem trabalhadas. Algumas músicas são de encher os ouvidos e o coração, como Use somebody (a minha favorita junto com Sex on fire), Notion e Revelry. Outras levam um toque mais pesado, como Sex on fire e Crawl. No todo, é um disco bastante equilibrado, e tende a agradar pessoas mais fora do eixo rock do que os demais álbuns da banda.
Já vi alguns fãs dizendo, principalmente na comunidade do KoL no Orkut, que a banda desviou-se do estilo original, em uma tentativa de se popularizar. Eu enxergo como evolução. Além disso, boa parte do álbum foi composta na solidão da estrada, o que traz um tom melancólico e até triste. Segundo Caleb, numa entrevista que li outro dia, o título do trabalho - Only by the night - se deve ao fato de que o disco tem por objetivo ser ouvido antes de dormir. Talvez isso tenha contribuído para uma redução de marcha no compasso das canções. No fim das contas, o álbum correspondeu muito bem às minhas expectativas, e, na minha modesta opinião, já é o melhor disco do ano de 2008.
Sem mais delongas, sugiro que assistam no Youtube o clipe de Sex on fire, o primeiro single. Chamo atenção para as imagens da galinha preta em algumas passagens do vídeo, e também para os próprios integrantes da banda comendo asas de galinha de boca cheia. Uma mensagem bem sutil para aqueles que dizem que a família Followill abandonou suas origens country, além de ser algo bastante inusitado num videoclipe. Quando sair o clipe de Use somebody, que eu acredito ser o potencial segundo single, volto a postar por aqui.
Até a próxima!
22.9.08
A foto mais importante da história da humanidade
Desde o início da adolescência sou um estudioso da astronomia. Até pensei, durante um longo tempo, em fazer faculdade de física e me especializar em astronomia, mas o descompasso entre mim e os números me demoveu da idéia. Mesmo assim, permaneci no amadorismo astronômico e acompanho tudo o que sai sobre o assunto.
Nunca soube explicar exatamente o fascínio que o assunto me causa, mas sabia que tinha muito a ver com a grandiosidade do que é estudado e a possibilidade que esse campo de conhecimento dá de revelar dois dos segredos mais desconcertantes da existência humana: de onde viemos e para onde vamos.
Procurando no YouTube alguns vídeos sobre o espaço sideral, descobri um vídeo digno de postagem no humilde blog que você está lendo nesse exato momento. Trata-se de um minidocumentário sobre uma das maiores realizações - senão a maior - do telescópio Hubble, equipamento batizado em homenagem a Edwin Hubble, o cara que, além de ter sido um dos mais vaidosos do mundo científico, constatou que o Universo está em expansão.
A realização em questão foi uma foto tirada pelo Hubble em setembro de 2003, quando astrônomos o apontaram para uma porção aparentemente vazia do céu durante alguns dias. Os resultados foram absolutamente surpreendentes, e nos mostram o quanto somos totalmente insignificantes diante da grandiosidade do universo.
Tudo está muito bem explicado no vídeo, que é bastante didático e compreensível para qualquer leigo. Diante de toda essa grandiosidade, não dá pra ficar achando que uma pessoa é melhor do que a outra, ou que um problema é grande demais pra ser superado... Tudo acaba ficando ridiculamente pequeno.
Keep looking up!
Nunca soube explicar exatamente o fascínio que o assunto me causa, mas sabia que tinha muito a ver com a grandiosidade do que é estudado e a possibilidade que esse campo de conhecimento dá de revelar dois dos segredos mais desconcertantes da existência humana: de onde viemos e para onde vamos.
Procurando no YouTube alguns vídeos sobre o espaço sideral, descobri um vídeo digno de postagem no humilde blog que você está lendo nesse exato momento. Trata-se de um minidocumentário sobre uma das maiores realizações - senão a maior - do telescópio Hubble, equipamento batizado em homenagem a Edwin Hubble, o cara que, além de ter sido um dos mais vaidosos do mundo científico, constatou que o Universo está em expansão.
A realização em questão foi uma foto tirada pelo Hubble em setembro de 2003, quando astrônomos o apontaram para uma porção aparentemente vazia do céu durante alguns dias. Os resultados foram absolutamente surpreendentes, e nos mostram o quanto somos totalmente insignificantes diante da grandiosidade do universo.
Tudo está muito bem explicado no vídeo, que é bastante didático e compreensível para qualquer leigo. Diante de toda essa grandiosidade, não dá pra ficar achando que uma pessoa é melhor do que a outra, ou que um problema é grande demais pra ser superado... Tudo acaba ficando ridiculamente pequeno.
Keep looking up!
21.9.08
Pipapaparapou
Sabe quando estamos naquelas horas de ócio absoluto e temos aqueles "momentos nostalgia", em que voltamos a um local qualquer da memória (paralelismo semântico, eu sei) e acaba sendo como se vivêssemos tudo novamente? Pois é, essa semana tive um desses momentos e voltei lá na infância. Não sei quanto a vocês, mas minhas memórias costumam ter trilha sonora! E a da minha infância, com certeza, é Scatman John - I'm a scatman.
De volta aos tempos atuais, dei uma googlada no grande Scatman John - sem conotações sexuais, afinal eu não sou nada fã de bigode - e descobri umas coisas até interessantes sobre o cara.
Para início de conversa, o nosso scatter era gago! Segundo ele, a mistura do ritmo dance típico dos anos 90 com o scat singing foi o jeito encontrado para tentar superar seu maior problema. Pros desavisados: scat singing é esse jeito nonsense de cantar, misturando sílabas desconexas. Um grande mestre brasileiro do estilo é o grande, musicalmente e lateralmente, Ed Motta.
Além de gago, Scatman John era um cinquentão de voz rouca, semicalvo, tinha um bigode nada new wave e ainda por cima usava como uniforme um terno preto a la Homens de Preto e um chapeuzinho safado pra dar o toque final no "visú". Stáile pouco é bobagem! O fato é que o cara estourou nas paradas musicais durante a década de 1990, com hits como Scatman's world e Everybody Jam, além da já citada I'm a scatman. Agora, juntemos as peças: gago, cinquentão, meio careca, chapeuzinho, terno... e sucesso?! Pois é, o cara era realmente fuderoso. Não é à toa que eu o considero um grande ícone cult da dos meus tempos de garotinho juvenil criado a leite com pêra. Já a canção - I'm a scatman - embalou várias das festinhas de 8 anos da galera. Ah, bons tempos!
A nota triste é que o nosso Scatman faleceu em 1999, aos 57 anos, vítima de câncer no pulmão. Mas o que ficou foi sua música ska-ba-di-bi-dop, certamente um marco nos anos 90. Pros nostálgicos que, como eu, acham o cara totalmente jóia, fica aqui o clipe de I'm a scatman e a singela homenagem.
Descanse em paz, Scatman!
De volta aos tempos atuais, dei uma googlada no grande Scatman John - sem conotações sexuais, afinal eu não sou nada fã de bigode - e descobri umas coisas até interessantes sobre o cara.
Para início de conversa, o nosso scatter era gago! Segundo ele, a mistura do ritmo dance típico dos anos 90 com o scat singing foi o jeito encontrado para tentar superar seu maior problema. Pros desavisados: scat singing é esse jeito nonsense de cantar, misturando sílabas desconexas. Um grande mestre brasileiro do estilo é o grande, musicalmente e lateralmente, Ed Motta.
Além de gago, Scatman John era um cinquentão de voz rouca, semicalvo, tinha um bigode nada new wave e ainda por cima usava como uniforme um terno preto a la Homens de Preto e um chapeuzinho safado pra dar o toque final no "visú". Stáile pouco é bobagem! O fato é que o cara estourou nas paradas musicais durante a década de 1990, com hits como Scatman's world e Everybody Jam, além da já citada I'm a scatman. Agora, juntemos as peças: gago, cinquentão, meio careca, chapeuzinho, terno... e sucesso?! Pois é, o cara era realmente fuderoso. Não é à toa que eu o considero um grande ícone cult da dos meus tempos de garotinho juvenil criado a leite com pêra. Já a canção - I'm a scatman - embalou várias das festinhas de 8 anos da galera. Ah, bons tempos!
A nota triste é que o nosso Scatman faleceu em 1999, aos 57 anos, vítima de câncer no pulmão. Mas o que ficou foi sua música ska-ba-di-bi-dop, certamente um marco nos anos 90. Pros nostálgicos que, como eu, acham o cara totalmente jóia, fica aqui o clipe de I'm a scatman e a singela homenagem.
Descanse em paz, Scatman!
20.9.08
E no princípio havia o verbo
Qual internetêro assíduo, que não passa um dia ser acessar a grande rede, não possui um blog? Talvez eu fosse o único, ou um dos poucos. Mas, agora, graças ao incentivo de um grande amigo (valeu Gordão), resolvi criar O Dono da Mentira.
Não sei se isso aqui terá futuro, nem até que ponto a preguiça será uma barreira às publicações. O que eu sei é que o conteúdo deste blog vai se relacionar diretamente com os interesses do neo-blogueiro em questão. De música a humor, de economia a política, publicarei tudo que achar interessante. Textos de opinião certamente serão lugar-comum por aqui - levando em conta, naturalmente, a variável preguiça.
Bom, espero que eu consiga fazer um blog que seja digno de muitas visitas e comentários. E não é prepotência minha querer muitas visitas. Afinal de contas, qual pode ser o objetivo de um blog?
Espero tornar a vê-los!
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