Durante um papo via MSN com minha amiga Jana, fui incentivado a escrever novamente sobre mulheres. E, dessa vez, sobre uma aspecto muito mais comportamental do que estético. A pergunta é: o que, afinal, nós homens admiramos e esperamos das mulheres?
Bom, antes de mais nada, sugiro-lhes a leitura que me foi indicada pela Jana, nesse link aqui. O fulaninho do texto diz que a vulgaridade é o atributo que, em grande medida, conquista os homens. Não vou dizer que é mentira, apesar de ser o dono dela, porque seria muita pretensão da minha parte. Mas discordo com veemência.
É óbvio que mulheres vulgares chamam mais a atenção em ambientes nos quais as relações sociais são mais superficiais, como em boates, botecos, bares, festas e afins. Como as caras leitoras deveriam saber, nós homens não estamos, num primeiro contato (que se pode definir como olhar e, por vezes, a aproximação), esperando inteligência, sagacidade, presença de espírito e outras coisas do tipo. Não se iludam: o que queremos mesmo são curvas, beleza, perfume. Queremos sexo. E é claro que, se uma determinada mulher nos parece vulgar, sentimo-nos inclinados a nos aproximar dela, justamente porque a recompensa provavelmente virá de forma mais fácil. E nós homens somos muito preguiçosos.
O que vem depois é o grande problema (para elas). Já transamos e, se a mulher é vulgar, provavelmente é superficial, burra e chata. Justamente por isso, só queremos sexo com ela. Não vamos ligar no dia seguinte, não vamos mandar flores nem chocolate. No máximo, ligaremos novamente num sábado à noite qualquer em que não tivermos nada para fazer. A lógica é a seguinte: se ela foi fácil para mim, com certeza o será para qualquer um; como somos egoístas e não gostamos de dividir fêmea com outro macho (vide documentários da Discovery Channel sobre leões, tigres, macacos e afins), não faz o menor sentido querer algum outro tipo de relação duradoura com ela. O mais fácil é anotarmos o telefone dela no celular e ligarmos quando estivermos a fim de sexo. E é aí que a mulher entra para nossa lista de sexo, chamada correntemente na linguagem masculina de gado.
No extremo oposto, encontram-se as mulheres com as quais queremos ter algum tipo de relacionamento mais duradouro. Vulgaridade é um atributo que deve ser inexistente nessa parte do espectro feminino. Mas não vão imaginando, leitoras, que colocar uma roupa que nada revele sobre a anatomia seja o ideal. Continuamos a gostar de curvas. O ponto aqui é a maneira como as curvas são mostradas. Tendo essa primeira boa impressão - "ela é gostosa e sabe como mostrar" -, partimos para a corte, que provavelmente demandará muito mais tempo e esforço. Muitas vezes, é nesse momento que as mulheres costumam meter os pés pelas mãos. Não fiquem se gabando de como conhecem o cinema francês, ou como curtem a visão desconstrutivista de Derrida, ou do quanto acham aquela cantora indie-cult-pós-moderna albanesa super legal. Isso é enfadonho e broxante (ou brochante; o dicionário aceita ambas as acepções). Nessas mulheres, com as quais pleiteamos um relacionamento duradouro, gostamos de espontaneidade. De como vocês gesticulam, como olham para o lado, como mexem no cabelo. De elegância. É aí que nos apaixonamos. É aí que está o borogodó.
A tensão entre vulgares e elegantes sempre existiu e sempre existirá. Isso porque estou considerando que haja somente esses dois tipos de mulheres por aí. Importante frisar que existe um terceiro tipo, as barangas, que cresce assustadoramente a cada dia. A princípio são desprezíveis mas, como diz o ditado, tem gosto para tudo nesse mundo. O fato é que nós, homens, produzimos centenas de milhares de espermatozóides diariamente, e é uma necessidade fisiológica despejá-los em algum lugar. Por isso, o que procuramos, acima de tudo, são bons genes. Seja você vulgar, elegante ou, por vezes, baranga. Sendo gostosa, tá valendo.
Tenham em mente que nós homens realmente não somos lá muito complexos, mas também não somos o estereótipo Homer Simpson que pintam por aí. Somos de lua. Às vezes, só queremos sexo mesmo. Quando é assim, qualquer bagaceira com calça da Gang rebolando ao som de um funk carioca, daqueles bem baixo nível (como se existisse funk carioca de um outro nível que não seja baixo. Rá!), serve. Burra, gostosa, fácil. Por outro lado, quando estamos à caça das mulheres que realmente valem a pena, aí a história é outra. Queremos inteligência e, principalmente, espontaneidade. Deixem de lado o senso comum de que homens não pensam, porque não é assim que a banda toca. Não é à toa que o mundo é machista, e não feminista.
No fim das contas, são vocês, mulheres, que dão as cartas. São vocês que decidem se vão dar ou não. Nós sempre estaremos dispostos a comer. Sejam vocês vulgares, elegantes ou barangas. Com o perdão das palavras machistas, é claro.
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4 comentários:
Quero, diante desse post polêmico (e qual do mentiroso não é?), parafrasear as Velhas Virgens:
Eu não posso ver
Nem perna de mesa
É tenda armada
Com toda a certeza
E no fim da música tem:
E já que eu estou à perigo
Não vou escolher
Basta ser mulher
Que eu vou receber
Mas se puder
Eu prefiro as morenas
Seios durinhos
Pernas roliças
Boca pequena...
Aaahhhhhh! Mulheres... Já dizia o ditado: Baranga, elegante ou vulgar, ruim com elas, pior sem elas!
Assino embaixo!
Bom, relendo o post e levando em consideração a conversa sobre ele na última sexta-feira, posso concluir que:
- nem sempre as vulgares atraem a atenção dos machos de plantão;
- nem sempre as elegantes são inteligentes e legais;
- nem sempre ficamos ofendidas por sermos preteridas em função de corpos pelados que passeiam por aí; e,
- não é pra sempre que os hombres vão se contorcer pra ver as vulgaridades. Com o passar dos anos, basta uma franjinha e um vestidinho, como diria nosso amigo Pessoa.
Certo?
Ótimo Texto! KKKKKKK
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